Controlar
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// Entrevista com Renato Ribeiro e Daniel Ribeiro, Gestores do departamento de Test Systems
Nome: Daniel Ribeiro
Idade: 35 anos
Formação: Curso Profissional nível 4, com equivalência ao 12.º - Técnico Informática
Instituição de Ensino: Singesco
Função atual: Responsável Departamento Test Systems (B) - Sales Executive e Gestor de Projetos

Nome: Renato Ribeiro
Idade: 29 anos
Formação: Licenciatura em Engenharia Eletrotécnica e Computadores
Instituição de Ensino: ISEP
Função atual: Gestor de Projetos / Coordenador da Equipa Test Systems (A)


Estão na Controlar desde 2001 (Daniel Ribeiro) e 2012 (Renato Ribeiro). Falem-nos um pouco do vosso percurso profissional e de como têm evoluído na empresa?

Daniel Ribeiro (D.R.): Conheci a Controlar em 2001 durante o estágio integrado do curso profissional de técnico de informática. Interessei-me logo pela atividade, pelo grupo e pelo espírito da empresa. Já na altura se sentia o papel fantástico da equipa de gestão: sempre se colocaram no mesmo barco com todos. Iniciei as minhas funções como técnico de informática. Montava computadores, prestava assistência técnica, fazia pequenas instalações de consumíveis e montava redes.

Entretanto, passei a fazer pequenas montagens, fui evoluindo e assumindo tarefas que exigiam cada vez mais responsabilidade. Com o crescimento do grupo Controlar, houve necessidade de dividir os departamentos em duas grandes áreas: Test Systems e Automation Systems. Nessa altura, passei da equipa de montagens para a de desenvolvimento. Mais recentemente, verificou-se a necessidade estratégica de dividir as equipas por área de atuação e clientes. Fiquei então responsável por uma das equipas de desenvolvimento. Resumindo, comecei como técnico de informática, passei a técnico das montagens, depois para as montagens de sistemas de teste, seguindo-se os cargos de coordenador e gestor de projetos, key account e sales executive (que ocupo hoje).

Renato Ribeiro (R.R.): O vínculo oficial é de 2012, ano em que terminei a licenciatura. Contudo, os primeiros passos na Controlar começaram em 2008, através de um convite do Daniel (Ribeiro), que precisava de mais recursos na equipa de montagens. Comecei como técnico estagiário, dentro de uma área completamente desconhecida, sendo que vinha de um curso científico e ainda não tinha sequer entrado na faculdade. Os primeiros cinco anos permitiram-me integrar a família Controlar, adquirindo conhecimentos técnicos e experiências essenciais, que me ajudaram até a acompanhar a vertente teórica da faculdade. Nessa fase, o grande desafio foi a gestão de tempo: tinha uma vida académica preenchida e tinha de complementar as restantes horas do dia com o suporte na Controlar.

Após terminar a licenciatura, integrei um departamento novo, com uma função completamente diferente para a qual os conhecimentos anteriores foram bastante úteis.Tudo o que sei hoje deve-se às experiências que tive na Controlar em várias funções. Em 2015, tive a oportunidade de fazer uma espécie de “Erasmus” da Controlar. Estive cerca de seis meses na EIIT, em Madrid, a desenvolver um projeto de aeronáutica integrando numa equipa multidisciplinar e internacional. Já no final de 2017, estávamos a atravessar um momento com imenso trabalho sem um dos responsáveis do departamento de Test Systems, que entretanto tinha abraçado outro desafio, o que tornou bastante difícil toda a gestão de projetos, clientes e emoções. Foi nessa altura que a Administração me convidou para coordenador da equipa de Test Systems A. Segue-se novo desafio, totalmente diferente dos que tinha experienciado até então. No final de 2018 e início de 2019, houve uma restruturação que uniu as duas equipas do departamento. A criação de uma só equipa torna possível dar uma resposta mais capaz aos desafios que o mercado apresenta. Hoje, juntamente com o Daniel Ribeiro e o João Filipe Gonçalves, sou dos um coordenadores que faz crescer essa união.


São, portanto, ambos gestores e coordenadores do Departamento de Desenvolvimento Test Systems. Quais são os principais desafios destas funções?

D.R.: O principal desafio é a necessidade de gerir todas as pessoas envolvidas em cada projeto. Um coordenador sente a responsabilidade de estar disponível e com boa disposição todos os dias. Há também um grande envolvimento com vários grupos de pessoas, clientes, fornecedores e equipas. Há metas e datas para cumprir e, por vezes, a gestão torna-se complexa, até porque trabalhamos sempre em contrarrelógio.

R.R.: A Controlar encontra-se numa fase de transformação enorme. Estamos a melhorar procedimentos, a alterar processos, a construir novos edifícios. Isto sem nunca abrandar nos projetos… Conseguirmos focar-nos na gestão de equipas, a par de todas as responsabilidades, é sem dúvida o principal desafio. Acreditamos que uma equipa bem alinhada supera mais facilmente os desafios e, por isso, trabalhamos diariamente para mantermos o grupo focado, unido e com motivação.


Falem-nos um pouco do vosso dia a dia de trabalho na Controlar. Como se organizam e coordenam?

D.R.: Desde que sou responsável de departamento esforço-me por conseguir cumprir o planeamento. No entanto, são raros os dias que começam como planeei. Porque há um problema no cliente e é preciso resolvê-lo e dar assistência ou porque um projeto está a passar um momento de falta de soluções técnicas para evoluir e paramos todos para pensarmos no desafio. Porque falta alguém e temos de compensar a ausência ou porque chegou uma encomenda importante e todos os responsáveis são convocados…. O maior desafio é manter o foco porque o planeamento vai-se ajustando e prolongando o dia e as horas de trabalho.

R.R.: O dia a dia nunca acontece como planeado. Podemos começar com um plano, mas este rapidamente se altera para darmos resposta a clientes e colegas. No meu ponto de vista, isto torna o trabalho interessante: a constante que não é constante e que nos obriga a uma adaptação rápida de forma a nunca ficarmos para trás.

No passado tínhamos contacto visual com quase todos os colegas e a comunicação era simples e direta. Atualmente, estamos inseridos num polo industrial com cinco edifícios, o que torna a comunicação “simples e direta” mais difícil. Tem sido uma das barreiras a combater. Neste sentido, esta situação infeliz do novo vírus trouxe algumas coisas mais positivas. O aumento da distância entre equipas fez-nos perceber que estávamos bem mais perto do que achávamos. Adaptámo-nos e acredito que hoje comunicamos melhor, apesar das adversidades.


O facto de serem irmãos e trabalharem juntos é uma mais-valia ou um desafio?

D.R.: Logicamente é uma mais-valia. A união faz a força. O maior desafio é lidar com a as nossas diferenças de personalidade. Por outro lado, quando estamos em família, o tema acaba por rapidamente mudar para trabalho.

R.R.: No trabalho, tentamos não evidenciar esse aspeto. Conversamos como colegas, mas que se conhecem melhor que os outros. Creio que por vezes deve ser mais difícil para o Daniel do que para outros conseguir algo de mim, mas isso não tem a ver com a nossa relação... mas mais com a minha “personalidade”. No final, penso que é positivo porque como valorizamos um bom ambiente em equipa, o facto de nos conhecermos bem ajuda a criar esse ambiente e a passá-lo para os outros
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Relativamente aos diversos projetos que já acompanharam, há algum que se destaque? Porquê?

D.R.: É uma pergunta difícil porque são inúmeros os projetos marcantes. Uns porque o desafio do cliente era motivador, outros porque saíam um pouco da nossa área de negócio habitual, outro porque trabalhamos como loucos noite e dia para corresponder aos prazos do cliente… 


Talvez destacasse um projeto numa das fábricas da Procter & Gamble, em Leça do Balio, por se afastar dos projetos para a indústria automóvel, isto é, da nossa zona de conforto e numa altura em que não tínhamos a experiência que temos hoje. Numa primeira fase, fomos desafiados a reduzir a quantidade de plástico utilizada no fabrico das garrafas de lixívia e, depois, a criar um novo depósito e uma nova forma de misturar perfume no fabrico de lixívia.

Outro trabalho que se destaca é o projeto Screening, na Bosch. Foi desafiante em todos os sentidos. Primeiro, por ser o “primeiro grande” projeto da Controlar, com inúmeras replicações em causa e envolvendo fornecedores concorrentes com grande peso e nome na indústria. Segundo, pela credibilidade que obtivemos e que nos permitiu estabelecer parcerias com empresas como a Weiss e a Nissan. Foi o projeto que me fez viajar mais. É o que ainda hoje tem procura no mercado e apresenta soluções para uma grande variedade de testes necessários na indústria. Foi e continua a ser marcante e desafiante.

R.R.: Da minha parte já tive vários projetos de destaque nas diversas áreas de teste. No entanto, creio que o mais desafiante de todos foi um projeto para a Visteon que se iniciou o ano passado. Não tanto pela tecnologia, mas por toda a gestão envolvida. Envolveu o fornecimento de três linhas de produção para três países: China, México e Brasil. Simultaneamente, a própria linha foi dividida pelas diferentes empresas do grupo Controlar (Controlar PT, EIIT e Controlar NA - México), o que marcou o arranque de nova fase do Grupo. Foi um projeto em que a interligação e sinergias entre as empresas foral reais e complexas, em que surgiram desafios de comunicação, organização, gestão e tecnologia. Para não falar na gestão dos tempos e entregas antecipadas entretanto estipuladas.

Devo, contudo, salientar o espírito de equipa que se sentiu nas pessoas envolvidas, de Test Systems, Automation Systems, MTS, MEC, MMEC, MAS, ESQ, etc.* Foi realmente muito satisfatório ver o envolvimento e dedicação de todos. Este espírito verificou-se também além-fronteiras nas restantes equipas da EIIT e Controlar NA. Foi particularmente interessante poder conhecer colegas novos, partilhar ideias, experiências e criar laços de amizade. Foram criadas memórias muito boas para um dia mais tarde rir e partilhar, desde o momento em que recebemos representantes de quatro países da empresa cliente (Portugal, México, China e Brasil) à instalação das linhas nos três países
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Na vossa opinião quais são as principais aptidões e características necessárias para se ser bem-sucedido na área de sistemas de teste? É um perfil que já tinham ou que desenvolveram ao longo do vosso percurso profissional?

D.R.: Na minha opinião, as aptidões vão-se fortalecendo consoante a dedicação que aplicamos. A característica principal é o gosto por fazer bem e sempre melhor. Conseguir ter presente o sentimento de melhoria, pensar como poderia ser feito de outra forma, ter capacidade para encontrar inúmeras soluções para um determinado problema. Saber ouvir e ter capacidade de recolher todas as opiniões, ser humilde tecnologicamente para entender todas as perspetivas técnicas. O meu perfil foi-se desenvolvendo com as evoluções tanto na minha carreira profissional como na minha vida pessoal.

R.R.: A garra! Acho que a ânsia de querer sempre mais, aliada à vontade de aprender e ao espírito crítico, formulam as características fundamentais para o desempenho das funções. Claro que ter boas bases de conhecimento é muito importante, mas este pode ser adquirido caso as primeiras características (soft skills) estejam presentes. Também prezamos muito a proatividade, dado o número de desafios em paralelo. Quando existe proatividade os processos tornam-se mais ágeis e mais facilmente ultrapassáveis.

Todas estas características fazem um pouco parte da personalidade, mas podem ser trabalhadas e melhoradas. Acima de tudo, creio que o que leva ao sucesso na Controlar é a disponibilidade. A nossa Administração sempre soube dar valor aos seus colaboradores e torná-los na sua prioridade sempre que tem oportunidade. Penso que é uma das chaves para o sucesso da empresa e dos colaboradores.


Como encaram a evolução e os desafios tecnológicos futuros na área que coordenam? De que forma está a Controlar a preparar-se para os enfrentar?

D.R.: Na realidade, a nossa função e o nosso compromisso estão sempre de mão dada com a evolução tecnologia. Os nossos projetos, desafios, clientes e a nossa verdadeira aptidão estão alinhados para o desenvolvimento de sistemas inovadores para a indústria. São sempre desafios novos: o report de um problema, um processo ou uma melhoria “obrigam-nos” sistematicamente a evoluir.

R.R.: A evolução tecnológica é, sem dúvida, um dos principais desafios que encontramos regularmente. Creio que de dois em dois anos há grandes avanços no que toca à tecnologia do produto do cliente. A competitividade do mercado torna estes ciclos cada vez mais curtos, aumentando a dificuldade do desafio. Estamos constantemente a ser questionados acerca da implementação de novas tecnologias e a ser postos à prova. 

Como acontece sempre que surge uma tecnologia nova, os valores da solução são maiores do que os habituais. Muitas vezes somos desafiados a otimizar o investimento do cliente, com soluções que permitam maximizá-lo, seja pelo aumento do número de unidades em teste na mesma estação, seja pela tentativa de criar um produto Controlar mais económico.

A Controlar encontra-se numa posição de constante aprendizagem e evolução tecnológica. Esta posição é fundamental para nos mantermos a par do mercado e acompanharmos as expectativas do cliente, trabalhando num regime de parceria. Uma vez que em muitas situações o próprio produto é uma novidade para a fábrica que o vai produzir. Uma das estratégias da Controlar tem sido standardizar ao máximo os componentes integrantes dos nossos sistemas, sejam eles eletrónicos, mecânicos, ou mesmo de software. Esta estratégia vem, sem dúvida, completar os desafios diários no sentido que permite à sua equipa de engenharia focar nos novos desafios tecnológicos.


Fora do trabalho, têm algum hobby que vos ajude a descontrair?

D.R.: Nos últimos 11 anos, a minha principal ocupação fora do trabalho tem sido proporcionar momentos felizes ao meu filho, juntamente com a minha família. Há cinco anos dupliquei a tarefa e invisto em educá-los, fazê-los felizes e dar-lhes momentos sempre diferentes. Quanto a hobbies propriamente ditos, gosto de passear de mota (pertenço até a alguns grupos amadores), andar de bicicleta e organizar encontros para confraternizar com familiares e amigos.

R.R.: Nesta fase, dado o plano de contingência nacional e da própria Controlar, muitos hobbies tiveram de ser colocados em standby, como aproveitar o tempo com a família e amigos, organizar jantares, festas e convívios. A prática regular de desporto mantém-se, até porque sempre me ajudou a libertar o stress e a mente. Nos últimos tempos, em parte por influência do Daniel, começou a crescer o meu interesse por motas. Tem o mesmo efeito que o desporto, sem o cansaço. Passear é uma das coisas que mais prazer me dá.


* MTS - Departamento Montagens Test Systems
MAS - Departamento Montagens Automation Systems
MMEC - Departamento Montagens Mecânica
ESQ - Departamento de Esquemas Elétricos
MEC - Departamento de Mecânica

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